quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Que trabalho é esse ? - III

De casa para o trabalho, sigo assim, apreciando... Mas são quase duas horas de estradas até o ponto em que assumo a ambulãncia. Dai, fomos para a base, o Posto de Saude do distrito serrano de Areias Brancas. Os coordenadores - são tres dias de festas aqui - ficaram em barracas, para que os alojamentos no segundo andar, servissem às equipes volantes em seus horários de descanso.
em frente e em volta do posto, algumas casas. A área é rural.
Seguimos então para a nossa função, em outro distrito,  25 ou 30  km adiante.
No ponto de concentração, a praça, um chuveiro público !


Celulares e esporas...

Tanta cerveja, que começo a temer as consequências de quedas...
O Cavalo e a UTI

CAVALOS









 olhando para cima, o céu parecia renda... e olhando adiante, as montanhas chamando. Me disseram, é lá para trás que vamos...

 Tudo pronto, algumas horas de concentração e seguem, levantando poeira
 pelas estradinhas margeando rios
 atravessando instalações de uma hidroelétrica,
subindo por rodovias,
 Homens e animais sedentos, parando frequentemente. outros parando escondidinho ou não tanto, às margens da estrada. afinal, tanta cerveja...As mulheres tendo que desviar-se um tanto do caminho principal.
 O meu lanche básico, regional. na bolsa ainda um livro, que mal foi aberto, tão encantada fico com paisagens e novidades.

 E novamente descendo, cruzando a Serra dos Crubixais,  ao lado da Serra das Almas e o Pico da Roncadeira.
 A Serra das Almas recebeu este nome porque alí é ocorrência do " Sol das Almas " , nome dado quando no fundo do vale já anoitece enquanto o sol ainda ilumina e reflete-se no topo das montanhas. Pena, entardecendo, o tempo fez-se nublado, não pude ver o Sol.
Alguns paravam para coletar bananas. Pensei ser vandalismo, logo depois soube que os agricultores deixam cachos amadurecerem á beira da estrada para os participantes da cavalgada.
 A equipe, esticando o esqueleto, à espera do churrasco. Para nós, com refrigerante. Um de cor não identificável e sabor que remete ao grapette. Mas eu não como carnes.
 à esquerda onde estão as pessoas, a direita...para mim só beleza.
 Lá ao fundo, oculto pela neblina, o "outro lado' do Pico do Frade.


 " Tudo junto e misturado "



 E a noite chegou, a animação continuou, churrasco, cerveja, forró, conversas, azarações.

Muito interessante observar como os cavalos encontravam seus donos - isso mesmo -  para irem embora. O dono assovia, tonto demais para andar, e o cavalo chega. O dono equilibra-se, e o cavalo segue,  a passo, para casa..
Trabalho ?  Aprender coisas novas, alegrar-me com a vida .
Voltando para a base, ao final da festa, um carro acidentado com vítimas com traumas aparentemente leves. Remoção para o Hospital Municipal. Pronto.
Fiquei alegrinha a semana toda, mas um gostinho de queromais.

Um comentário:

Rubinho Osório disse...

Gosto das tuas fotos, principalmente quando tem teus comentários. Retratam uma vida, uma pessoa, um mundo... e participo, um pouquinho que seja.